Tecnologias da Informação aplicadas à Biblioteconomia e Ciência da Informação


E-LIVRO: A SOCIALIZAÇÃO DO CONHECIMENTO

Fonte: Lista de discussão Bibvirt do IBICT ,  por Sabrina Carrara
A
cessado em 02/08/04

 

e-livro publica livros e conteúdos acadêmicos, investigações científicas
para comercializar em forma eletrônica nas bibliotecas do mundo. Só nos EUA
há 12000 bibliotecas que precisam de conteúdos em castelhano.
 
Nova plataforma para as bibliotecas, e-livro  <
http://www.e-livro.com>
www.e-livro.com, plataforma gigantesca a qual, bibliotecas de Estados
Unidos, Espanha e América Latina, já estão conectadas.      
Este banco de dados oferece para seus usuários os conteúdos de mais de 200
editoras  reconhecidas no mundo inteiro (FLACSO, CLACSO, UADE, Alfaguara,
Taurus, Aguilar, ESEABE, South American Editorial, McGraw-Hill, Random
House, Pearson, Harvard University Press, Cambridge University Press,
Penguin Classics, etc.), como também as notas acadêmicas e os trabalhos de
investigação de todas as universidades conectadas a elas.
 
Os objetivos de e-livro são:    
   
1) Permitir às bibliotecas aumentar suas coleções de um modo lucrativo e
eficiente, ganhando dinheiro, espaço de armazenamento e tempo de trabalho.
Também oferece um banco de dados que se integra ao catálogo da biblioteca.
   
2) Oferecer aos usuários uma documentação considerável, variada, atualizada e
sempre disponível  através de um poderoso motor de busca. Podem
sublinhar, fazer anotações, descarregar no seu computador ou imprimir tudo,
ou parte de um documento.   
 

3) Garantir os direitos autorais a seus autores.. Hoje e-livro
é a única plataforma com conteúdos que tem um software da ORACLE que prevê os direitos do autor.
 
Uma vez que uma biblioteca tem um acordo com e-libro, seus usuários
poderão explorar o banco de dados e ler os documentos disponíveis nela .
Cada usuário também terá à sua disposição uma conta pessoal com a qual
poderá entrar a sua biblioteca pessoal (anotações, livros consultados, etc.)
e administrar sua conta eletrônica que pode usar para descarregar ao seu
computador ou imprimir tudo ou parte de um documento.
 
Todos estes documentos podem ser adquiridos em múltiplos formatos:
 
e-página, e-capítulo, e-livro (com o sistema DRM, Digital Right Managment),
ou por impressão por demanda de tudo ou parte de um documento. Esta última
modalidade sempre é mais prática e mais econômica que uma fotocópia, e sobre
todo respeita os direitos do autor.
 
As bibliotecas universitárias podem fazer dois tipos de acordos com
e-libro:

   
1. Entregar seus conteúdo e cobrar 20% por direitos de autor.   
   
2. Pagar um direito para instalar a plataforma do ebrary.
 
e-livro  é um sistema fidedigno que integra este banco de dados com os
catálogos existentes e outros recursos digitais usados pela biblioteca;
chegando a ser uma plataforma sem igual de busca de informação.
 
Para isto consta com um poderoso software de busca InfoTools que permite aos
usuários achar a informação mais completa e pertinente como agir
reciprocamente com o texto dos documentos.
Com isto as bibliotecas podem fazer conexões com os temas de sua preferência, incluir definições, informação biográfica, mapas, traduções e outros recursos digitais da biblioteca.
Os usuários podem ter acesso de forma imediata e direita para estes recursos quando eles selecionam palavras ou orações, sem necessidade de mudar de programa.



Escrito por Renate às 12h51
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APRESENTAÇÕES INTERNACIONAIS SOBRE ARQUITETURA DA INFORMAÇÃO

Comentário: Vejam depoimento de Laura Lessa sobre a Conferência de Paris sobre AI ( em especial o último parágrafo) e acessem os ppts da conferência no site.

 

Fonte: www.webinsider.com.br ; por Laura Lessa

 

O valor da arquitetura de informação em dólares

Para quem trabalha com Arquitetura de Informação (AI) no Brasil, é sempre gratificante ter notícias de colegas de ofício. Melhor ainda é saber que há arquitetos de informação espalhados pelo mundo e que a maioria tem as mesmas preocupações que você.

Nos dias 8 e 9 de junho, tive a oportunidade de assistir a Information Architecture Conference, que aconteceu em Paris, com a presença de 70 arquitetos de vários países, do Zimbábue à Suécia. Tudo bem que a maioria dos inscritos vinha de países europeus, mas a necessidade de justificar a importância de uma etapa do processo tão conceitual e complexa como a AI era de interesse geral.

O congresso fez parte da i-expo, uma espécie de Fenasoft francesa, e teve como principal palestrante Peter Morville, co-autor do importante "Information Architecture for World Wide Web" ou "O Livro do Urso Polar" (veja entrevista ao lado).

Morville falou sobre busca, navegação, usabilidade, deliverables e outros temas recorrentes no dia-a-dia de quem trabalha com web. Mas o mais interessante foi a objetividade com que conseguiu demonstrar o valor da AI para um projeto.

E não foi só batendo nos conceitos óbvios de organização, usabilidade e findability – ele é fanático por findability . Usou dados de institutos de pesquisas para mostrar o impacto de uma AI mal estruturada em aspectos difíceis de aferir, como a percepção de valor e credibilidade da marca de uma corporação. Faz todo o sentido se lembrarmos de alguma experiência mal sucedida na internet (não conseguir encontrar um produto numa loja virtual ou ficar confuso na hora de preencher um cadastro online, por exemplo). Some a isto o fato de que um cliente insatisfeito conta o acontecido para cerca de dez pessoas (dado da Forrester Research) e a credibilidade de uma marca pode ser arruinada rapidamente.

Peter cita o inconveniente de não encontrar informações facilmente como conseqüência de uma AI mal estruturada e dá alguns exemplos numéricos. Em sites de e-commerce, a perda pode ser de metade dos potenciais clientes. Nas intranets das empresas, o tempo perdido pelos funcionários é estimado em até seis semanas por ano e a reformulação para uma AI mais intuitiva pode proporcionar uma economia de cerca de US$ 5 milhões por ano para uma companhia americana média.

Necessidades precoces de redesign e altos custos de desenvolvimento e manutenção também foram argumentos numericamente justificados por Peter. Quando a AI não é bem pensada, o risco de ter que fazer mudanças estruturais no site é bem maior. Por isso, estima-se que uma companhia americana de médio porte vai precisar gastar algo entre US$ 1,5 e 2 milhões para redesenhar ou fazer modificações complexas no período de um ano.

É claro que os números apresentados por Peter Morville não estão próximos da realidade brasileira. O investimento em internet que as nossas empresas podem bancar é muito inferior ao das companhias americanas e o nosso nível de exigência ainda está muito abaixo do mercado americano. No entanto, é importante mostrar que considerar Arquitetura de Informação como etapa fundamental num projeto web pode economizar dinheiro, além da grande dor de cabeça que é começar a desenvolver um site sem saber direito qual será sua estrutura.

As palestras da Margaret Hanley, arquiteta sênior da BBC, também foram ótimas. Ela falou sobre metadata, criação e manutenção de vocabulários controlados, thesaurus e contou um pouco da experiência dela no redesign da BBC e em outros projetos, como as "Yellow Pages" da Austrália. Margaret mostrou alguns exemplos de documentos de AI e de métodos de trabalho, dois assuntos de interesse geral.

Depois de tantas questões teóricas, Huibert Evelink apresentou o case do redesign da Opera, a intranet do sistema Amadeus, que interliga as companhias aéreas e os sistemas de reservas e compras de passagens em mais de 200 países. Huibert é senior manager de marketing corporativo e comunicação da Amadeus e é responsável pelo design e pela navegação da Opera. Ele comentou sobre a estrutura descentralizada da corporação e como é possível administrar o crescimento da Opera, com suas necessidades regionais, sem perder o controle.

Durante o congresso, percebi que algumas das minhas preocupações, como encontrar a melhor forma de comunicar o trabalho de AI e como demonstrar a relevância do trabalho em um ambiente web, eram partilhadas por grande parte das 70 pessoas presentes. As questões sobre retorno de investimento, processos de trabalho e futuro da profissão despertaram o interesse de todos.

Por outro lado, também pude constatar as diferenças de realidade entre os países. Enquanto 90% dos participantes vinham da Europa, eu era a única representante da América do Sul. Também havia muitos bibliotecários e representantes de bibliotecas e instituições públicas, o que imagino ser impensável aqui no Brasil pela distância que ainda existe entre a prática da biblioteconomia e da AI.

 

As palestras feitas durante a IA Conference estão disponíveis para download no site do evento.



Escrito por Renate às 09h00
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DEFININDO O BIBLIOTECÁRIO

Vejam uma boa descrição sobre as atribuições do Bibliotecário na Classificação Brasileira de Ocupações -  CBO  (clique no link para ver o site) :

“[Os bibliotecários] disponibilizam informação em qualquer suporte; gerenciam unidades como bibliotecas, centros de documentação, centros de informação e correlatos, além de redes e sistemas de informação. Tratam tecnicamente e desenvolvem recursos informacionais; disseminam informação com o objetivo de facilitar o acesso e geração do conhecimento; desenvolvem estudos e pesquisas; realizam difusão cultural; desenvolvem ações educativas. Podem prestar serviços de assessoria e consultoria.”



Escrito por Renate às 08h28
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ARQUITETO DA INFORMAÇÃO

Comentário: pessoal, depois de alguns dias de folga do blog(não de férias) volto à carga com um primeiro artigo sobre o assunto do post do dia 05/07. Venho insistindo nesse tema, pois devemos ampliar nosso repertório e buscar essas competências. Olha só o que diz a Manuela, Arquiteta (de verdade).!

Biblioteconomia e arquitetura de informação
Fonte:
www.webinsider.com.br ; Manuela Nogueira Loddo

É hora das duas áreas se unirem, pois o conhecimento secular dos bibliotecários e o conhecimento novo dos arquitetos da informação só beneficiam o usuário como foco da informação oferecida.

Sou assinante do Webinsider e tenho lido seus artigos de altíssimo nível, especialmente aqueles sobre usabilidade e arquitetura da informação. Tenho formação em arquitetura, portanto meu diploma é de arquiteta (arquiteta de verdade, no sentido mais completo da palavra).

No entanto, há alguns anos me distanciei de minha profissão original para trabalhar como gestora de conteúdos e interfaces web no Banco Central, onde exerço a função, entre outras, de "arquiteta da informação"!

Duplamente arquiteta, sinto-me à vontade para escrever algumas linhas sobre o interessantíssimo artigo da Laura Lessa (veja ao lado). Muito bem escrito, ao seu fim ela diz que há uma distância enorme entre a biblioteconomia e a arquitetura da informação, aqui no Brasil.

Buscando entender porque existe essa distância entre duas áreas que deveriam ser naturalmente afins, participei com dois colegas da 8th International Conference on Electronic Publishing, ocorrida em Brasília, em junho. Esperávamos encontrar respostas para nossas grandes dúvidas sobre arquitetura da informação, que não encontrávamos nem em artigos e nem em cursos de AI.

O que vimos foi uma excelente palestra de um bamba em Ciência da Informação, um professor da Universidade de Maryland, Dr. Dagobert Soergel, responsável pela indexação dos jornais científicos eletrônicos da Universidade de Harvard.

Ele fala em User-Centered Indexation, que me pareceu a chave para 99% dos nossos problemas de arquitetura da informação. O ilustre professor inicialmente falou de resultados de busca em “facets”, exemplificando com sua categorização de um resultado de busca no Google, que ele critica pela forma de apresentação de resultados sem categorização.

Em seguida, ele nos conduziu num exercício interessantíssimo sobre indexação com foco no usuário. O exercício partia de uma lista de assuntos relacionados a educação, no qual gerávamos, conjuntamente, uma categorização que buscava entender as formas pelas quais as pessoas buscariam aqueles assuntos. Não é isso que faz um arquiteto da informação na sua rotina?

Na verdade, nosso maior problema é que temos que trabalhar com indexação e thesaurus. Isso nada mais é do que utilizar técnicas da Ciência da Informação, como hoje também é denominada a Biblioteconomia. Porém, nos parece, pelos trabalhos cuja divulgação temos acompanhado pela própria web, que os arquitetos da informação não se utilizam dessas técnicas, pois acham que elas somente se aplicam a bibliotecas.

E os bibliotecários, como vimos na citada conferência, estão mais preocupados com a organização de suas bibliotecas digitais. Ou seja, mesmo que essas bibliotecas estejam organizadas da melhor forma possível, estarão hospedadas num website, que se não tiver uma boa AI, não favorece o encontro da informação.

Acho que está passando da hora de as duas áreas se unirem, pois o pouco que falta para o exercício adequado da AI é aquele conhecimento secular dos bibliotecários, e o pouco que falta para o exercício adequado da biblioteconomia em tempos de publicações eletrônicas é aquele conhecimento novo dos arquitetos da informação, que pensam no usuário como foco da informação oferecida.



Escrito por Renate às 08h14
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